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Por Mário Beja Santos - Tinha origem no povo miúdo, foi guarda-mor da Torre do Tombo; terá sido antes tabelião, intitulava-se escrivão dos livros e vassalo do rei. Em 1431, estando ainda vivo D. João I, foi encarregue de escrever as crónicas da I Dinastia. Virá a ser autor de um documento extraordinário que é a Crónica de D. João I. É estudado nos ensinos secundário e superior, a ele se devem expressões que continuam a ter um forte sentido na descrição da atmosfera daquele tempo em que ele fala da sétima idade do mundo, do bom povo e da arraia miúda, entre tantas luminosas expressões. É o cronista ímpar das transformações sociais que irão ocorrer com o primeiro rei da Dinastia de Avis, aquele que instituiu o senhorialismo régio, dirá que filhos homens de baixa condição foram nesse tempo feitos cavaleiros, trarão novas linhagens e apelidos. É sobre esse momento de glória, a empolgante narrativa histórica de Fernão Lopes que Valentino Viegas lhe presta uma bela homenagem num livro incomum: Fernão Lopes, A Primeira e a Última Revolução Portuguesa, Obnósis Editora, 2026.
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AutorEdição Mais Norte Histórico
Agosto 2026
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