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Por Mário Beja Santos ||| Trata-se de um ensaio feito por um jornalista credenciado, trabalho mais do que pertinente, crónica de um desastre anunciado, uma viagem com muitos testemunhos, não se escondem os riscos que impendem sobre a liberdade de expressão, mas o autor manifesta-se esperançoso: “Numa altura em que os jornais parecem moribundos, desacreditados e o saco de pancada onde se descarregam frustrações sociais, espero que este livro possa de alguma forma dignificar a luta de todos os jornalistas que resistem e que continuam a acreditar na profissão, mesmo ameaçados quase diariamente de despedimento. A nossa luta. Coragem, camaradas.” E entramos na leitura, empolgante e movimentada da vida dos jornais, o título do ensaio é O Jornal e o seu autor, Rui Frias, é jornalista, Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2025.
Antes de falarmos das redações que estão à míngua, importa passar em revista que já houve o sonho de oferecer jornais grátis, na expetativa de serem pagos pela publicidade, tudo falhou clamorosamente, o digital, com os jornais online e as redes sociais fizeram secar a venda de jornais, estes continuam embaraçados à procura do melhor modelo de negócio que permita assegurar jornais em papel, introduzindo no negócio livros de cultura variada e numa caterva de iniciativas. Mas os números de jornais vendidos diariamente em Portugal são eloquentes: de 315.139 exemplares em 2011 para 108.500 em 2021. O que se passou com o Covid também ajudou à festa, mas naqueles dez anos desapareceram jornais e jornalistas. E continua premente a questão da reinvenção do jornalismo. – Festival das Artes decorre até 3 de agosto |
AutorEdição Mais Norte Histórico
Novembro 2025
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